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Introdução à VAA

Danos orgânicos sistêmicos

A VAA levar a lesão e falencia de órgãos, sendo os rins e pulmões os maiores alvos.1-3

A VAA pode provocar danos a órgãos vitais, como os pulmões, rins, sistema nervoso, sistema gastrointestinal, pele, olhos e coração.3,4 A GPA e a PAM apresentam muitas semelhanças clínicas, enquanto a GEPA é notadamente distinta..2

Até 23% (n=11/48) dos pacientes positivos para PR3- e MPO-ANCA que necessitam de TRS no momento do diagnóstico vão a óbito dentro de 6 meses e 29% (n=14/48) não recuperam a função renal.5* Já Em pacientes com envolvimento renal no diagnóstico, a DRC ocorre em 13% (n=9/72) dos pacientes positivos para PR3- e MPO-ANCA em até 3 anos após o diagnóstico. Pacientes com uma fase prodrômica longa (>22 semanas entre os primeiros sintomas de VAA e o diagnóstico) têm maior probabilidade de apresentar proteinúria aos 6 meses e possuem duas vezes mais risco de desenvolver DRC em até 3 anos, em comparação com aqueles com um curto período prodrômico. Esses dados reforçam a importância do diagnóstico precoce para melhorar os desfechos renais.6†

A. Olhos, nariz e garganta2

Frequência

GPA: 50–95%; PAM: 2% a 30%; GEPA: 20 a 80%

Manifestações

Manifestações
GPA: rinite crostosa, sinusite destrutiva, deformação do nariz em sela, deformação do septo nasal, otite média
PAM: manifestações inespecíficas, não destrutivas, não granulomatosas.
GEPA: rinite alérgica, polipose sinusal não destrutiva

B. Pulmões2

Frequência

GPA: 60 a 80%; PAM: 60 a 80%; GEPA: 50%

Manifestações

GPA: nódulos simples e/ou escavados no pulmão, hemorragia alveolar, estenose brônquica e/ou subglótica
PAM: hemorragia alveolar
GEPA: Infiltrado pulmonar irregular transitório e derrame pleural eosinofílico, mas raramente nódulos

C. Pele2

Frequência

GPA: 10 a 50%; PAM: 35 a 60%; GEPA: 50 a 70%

Manifestações

GPA e PAM: púrpura
GEPA: púrpura, erupção cutânea pseudourticariforme

D. Rins2

Frequência

GPA: 60 a 80%; PAM: 80%; GEPA: 20%

Manifestações

GPA, PAM e GEPA: glomerulonefrite extracapilar necrosante pauci-imune.

Pacientes com GPA e PAM acumulam danos aos órgãos pela associação entre a atividade da vasculite e EAs relacionados ao uso de glicocorticoides7–9

O uso prolongado e repetido de altas doses de glicocorticóides em altas doses, está associado a um aumento do risco de desenvolvimento ou agravamento de neoplasias e entre outros.7,8‡§ Em um estudo que acompanhou pacientes recém-diagnosticados com GPA e PAM por até 7 anos, a frequência de danos, incluindo alguns potencialmente relacionados ao tratamento, aumentou ao longo do período (p<0,01). Os pacientes inicialmente apresentaram um aumento precoce de lesões logo após o diagnóstico (n=270), com 81,5% (n=220/270) dos pacientes apresentando ≥ 1 item de VDI em 6 meses em comparação com 24,4% (n=66/270) dos pacientes na avaliação inicial, sendo as lesões renais (proteinúria e TFG <50 ml/minuto) e cardiovasculares (hipertensão) as mais frequentes. Danos graves, ou seja, com uma pontuação de VDI ≥5, aumentaram ao longo do tempo e, no acompanhamento de longo prazo, e acometeram 33,7% (n=91/270) dos pacientes. A hipertensão foi o item mais comumente relatado no acompanhamento de longo prazo. Na avaliação inicial, 4,8% (n=13/270) dos pacientes eram hipertensos. 
Dentro de 6 meses, esse número subiu para 17,0% (n=46/270) e no acompanhamento a longo prazo 
41,5% (n=112/270) dos pacientes apresentavam hipertensão (p<0,01 ).

Níveis elevados de danos de vasculite no longo prazo foram associados de forma independente ao aumento do uso cumulativo de glicocorticoides (p=0,016).

Essa morbidade significativa está acompanhada por um risco aumentado de mortalidade a longo prazo, com uma razão de risco de 2,41 (IC de 95%: 1,74–3,34) em pacientes com GPA em comparação aos respectivos controles (idade e sexo correspondentes).8–10§**

Em uma média de 7 anos após o diagnóstico em pacientes com GPA ou PAM...

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Referências e notas de rodapé

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Notas de rodapé

*Pacientes com VAA com (n=212; média de idade: 58 anos; positivo para PR3-ANCA: n=138; positivo para MPO-ANCA: n=65; negativo para ANCA: n=9) e sem (n=61; média de idade: 52 anos) envolvimento renal (sedimento urinário ativo, proteinúria, função renal comprometida ou biópsia) diagnosticados e tratados com VAA em um único centro na Holanda entre janeiro de 1990 e dezembro de 2007 que foram acompanhados até a morte , perda do acompanhamento ou Dezembro de 2010.5
Dados retrospectivos coletados de pacientes (n=72; média de idade: 64 anos) com diagnóstico clínico de VAA (definições da doença de Chapel Hill e positivo para PR3-/MPO-ANCA) e envolvimento renal no momento do diagnóstico (aumento na creatinina sérica >30% e/ou eritrocitúria [≥10 eritrócitos por campo de grande aumento e/ou cilindros eritrocitários]) em uma coorte de centro único (Northwest Clinics, Países Baixos) entre 1 de fevereiro de 2005 e 1 de fevereiro de 2015.6
Pacientes (n=524) com GPA ou PAM recém-diagnosticado (definições adaptadas da doença de Chapel Hill) recrutados para quatro ECRs EUVAS em 42 hospitais em 11 países europeus e México entre 1995 e 2005, e acompanhados por 1 ano.7
§Pacientes (n=735 recrutados; idade média: 57,6 anos) com GPA (55%) ou PAM (45%; definições adaptadas de doença de Chapel Hill de 1994, apresentação clínica e sorologia e/ou histologia positiva para ANCA) recrutados em seis 
ECRs EUVAS entre 1995 e 2009. Dados de acompanhamento de longo prazo (n=535 pacientes elegíveis; GPA: 53%; PAM: 48%; idade média: 57,7 anos) estavam disponíveis para quatro ECRs (n=467/535 com dados disponíveis; acompanhamento médio: 7,3 anos) com dados de VDI de 302/535 pacientes (GPA: 55%; PAM: 45%; idade média: 
56,8 anos; acompanhamento médio: 7,1 anos) e VDI + dados de glicocorticoides de 296/535 pacientes (GPA: 56%; 
PAM: 44%: idade média: 56,6 anos).8,9
**Dados coletados de pacientes com um primeiro diagnóstico de GPA incidente (n=465; idade média: 60,3 anos) e controles não pareados por GPA (sexo, idade, ano de nascimento e ano de diagnóstico de GPA) (n=4613; idade média: 60,3 anos) do Reino Unido (The Health Improvement Network) entre 1992 e 2013. Os dados de mortalidade foram obtidos da coorte de 2003 a 201310

Abreviações

VAA, Vasculite associada ao ANCA; EA, evento adverso; ANCA, anticorpo anticitoplasma de neutrófilos; IC, intervalo de confiança; GEPA, granulomatose eosinofílica com poliangeíte; DRT, doença renal terminal; EUVAS, Sociedade Européia de Vasculite; TFG, taxa de filtração glomerular; GI, gastrointestinais; GPA, granulomatose com poliangeíte; PAM, poliangeíte microscópica; MPO, mieloperoxidase; PR3, proteinase 3; TRR, terapia renal substitutiva; ECR, ensaio clínico randomizado; VDI, índice de danos por vasculite

Referências

  1. Hutton HL, et al. Semin Nephrol 2017;37(5):418–35.
  2. Pagnoux C. Eur J Rheumatol 2016;3(3):122–33.
  3. Kitching A, et al. Nat Rev Dis Primers 2020;6(1):71.
  4. Al-Hussain T, et al. Adv Anat Pathol 2017;24(4):226–34.
  5. De Joode AAE, et al. Clin J Am Soc Nephrol 2013;8(10):1709–17.
  6. Houben E, et al. BMC Nephrol 2017;18(1):378.
  7. Little MA, et al. Ann Rheum Dis 2010;69(6):1036−43.
  8. Robson J, et al. Ann Rheum Dis 2015;74(1):177–84.
  9. Robson J, et al. Rheumatology (Oxford) 2015;54(3):471–81.
  10. Wallace ZS, et al. Semin Arthritis Rheum 2016;45(4):483–9.

BR-AVA-2500003 | Data de preparação: julho de 2025